3.5.12

Realidade e experiência

Ontem ao sair da câmara de vereadores tive que passar por um teste, um teste divino. Embora eu esteja bem descontente com Deus, e até duvide de sua existência em alguns momentos, acho que ele gosta de me provocar. Acho que ele gosta de mostrar o quanto eu estou errado e que eu tenho muito a aprender.

Indo a pé pela Avenida Duque de Caxias, junto com dois amigos, encontrei alguns moradores de rua, que pediram o nosso auxilio. Paramose começamos a conversar com eles, para saber do que precisavam e como poderíamos ajudar.

Falaram de suas aventuras nas ruas, das bebidas,das dificuldades de encontrar comida, do preconceito alheio, das doenças que os acometem, enfim, de tudo.

Depois dessa conversa, continuamos o nosso caminho e confesso que este contato me chocou, não que eu não tivesse uma vivência compessoas em situação de rua, mas porque de fato, isso me fez pensar o quanto eu tenho vergonha de ser chamado de humano.

É inegável que vivemos num mundo capitalista, onde todas as nossas relações são pautadas pelos bens materiais que nós temos e não pela nossa essência, mas tudo tem um limite. É inadmissível ver vereadores supostamente ¨eleitos pelo voto popular¨ andarem de carros novos e receberem salários astronômicos, enquanto pessoas passam fome.

Não vou entrar em divagações teóricasde como seria o meu mundo ideal, mas percebo, que precisamos evoluir, que precisamos olhar o ser humano não como mercadoria, mas como sujeitos iguais agente e que precisam ser amados e respeitados de forma digna.

Recentemente, vi uma reportagem dramática do baixista de uma das maiores bandas de rock do Brasil, alegião urbana. Não vou julgar o que levou esse individuo a chegar nessa situação lamentável, mas é interessante notar o quanto nós somos frágeis, o quanto somos vulneráveis aos acontecimentos da vida. Quem iria imaginar, um músico de umadas maiores bandas de Rock da nossa geração virar morador de rua?

Este tipo de acontecimento,faz com que a gente enxergue a realidade de maneira diferente. Nossas relaçõescom pais, irmãos, amigos, com o vizinho, faz com que nós nos reciclemos enquanto seres de fé, enfim, faz com que sejamos mais sensíveis a tudo e a todos.

Às vezes não, pode acontecer o inverso, nos revoltar e nos tornarmos amargos com a vida e com as pessoas a nossa volta, mas de uma coisa a gente acaba sempre tendo certeza, de que precisamos mudar, não o mundo, mas pelo menos a nós mesmos.

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